Blog do professor jose luiz


Astronauta americano cresceu 5 centímetros em menos de 1 ano no espaço

 

O astronauta Scott Kelly, o americano que mais tempo permaneceu em uma missão na Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês), cresceu 5 centímetros em menos de um ano, segundo foi informado nesta sexta-feira (4) a imprensa local.

A coluna de Scott, que retornou na quarta-feira desta semana à Terra, após completar com sucesso a missão espacial, esticou pela falta de gravidade.

Na Terra, a força gravitacional comprime os ossos mas, no espaço exterior, sua ausência permite a expansão dos discos da coluna vertebral, segundo relata a emissora "CNBC".

No entanto, algumas horas depois de voltar à Terra, Scott recuperou sua forma original e voltou a ser exatamente igual em altura que seu irmão gêmeo, Mark, astronauta aposentado, segundo confirmou a "CNN" com os irmãos.

O astronauta esteve no espaço durante 340 dias com o objetivo de estudar as mudanças fisiológicas que o corpo humano experimenta no espaço.

As averiguações serão aplicadas em futuras missões de exploração do Universo, especialmente em possíveis expedições a Marte, assinalaram ontem o diretor da Nasa, Charles Bordem, e o diretor do Escritório de Ciência e Tecnologia da Casa Branca, John Holdren.

Scott, de 52 anos, participa junto com seu irmão gêmeo de dez pesquisas sobre psicologia humana, saúde, microbiologia e estudo molecular nas quais se comparam seus dados, um no espaço e outro na Terra.

 

 

Fonte: portal bol



Escrito por professor jose luiz às 19h54
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Em 6 pontos: A descoberta que confirma teoria de Einstein e muda modo como vemos Universo


Transcrição site da BBC BRASIL
PARTE I
Image copyrightNASAImage captionPela primeira vez, cientistas detectaram as chamada ondas gravitacionais - um fenômeno previsto por Einstein cem anos atrás

Há 100 anos, Albert Einstein previu a existência de ondas gravitacionais como parte de sua Teoria Geral da Relatividade.

Durante décadas, os cientistas vinham tentando, sem êxito, detectar essas ondas – fundamentais para entender as leis que regem no Universo.

Isso até esta quinta-feira - um dia que já vem sendo considerado histórico, já que um grupo de cientistas de vários países anunciou ter conseguido detectar pela primeira vez as chamadas ondas gravitacionais.

Essa comprovação é uma das maiores descobertas da ciência do nosso tempo porque, além de confirmar as ideias de Einstein, abre as portas para maneiras totalmente novas de se investigar o Universo. A partir de agora, a astronomia e outras áreas da ciência entram uma nova era.


Os pesquisadores do projeto LIGO (Laser Interferometer Gravitational-Wave Observatory, ou observatório de Interferometria de Ondas Gravitacionais), em Washington e na Lousiana, observaram o fenômeno e acompanharam distorções no espaço com a interação de dois buracos negros a 1,3 bilhão de anos-luz da Terra.

Mas o que exatamente essa descoberta significa? Veja seis dos principais pontos.

O que exatamente são ondas gravitacionais?

Segundo a teoria de Einstein, todos os corpos em movimento emitem essas ondas que, como uma pedrinha que afeta a água quando toca nela, produz perturbações no espaço.

A Teoria da Relatividade de Einstein é um pilar da física moderna que transformou nosso entendimento do espaço, do tempo e da gravidade. E por meio delas entendemos muitas coisas: da expansão do Universo até o movimento dos planetas e a existências dos buracos negros.

Image copyrightLIGOImage captionCientistas disparam lasers por longos túneis, tentando identificar as ondulações no tecido de espaço-tempo

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Essas ondas gravitacionais são basicamente feixes de energia que distorcem o tecido do espaço-tempo, o conjunto de quatro dimensões formado por tempo e espaço tridimensional.

Assim, qualquer massa em movimento produz ondulações nesse tecido tempo-espaço. Até nós mesmos.

E Einstein previu que o Universo estava inundado por essas ondas. Esse efeito, no entanto, é muito fraco, e apenas grandes massas, movendo-se sob fortes acelerações, podem produzir essas ondulações em um grau razoável.

Assim, quanto maior essa massa, maior é o movimento e maior são as ondas. Nessa categoria entram explosões de estrelas gigantes, a colisão de estrelas mortas superdensas e a junção de buraco negros. Todos esses eventos devem radiar energia gravitacional na velocidade da luz.


Fonte: BBC BRASIL


Escrito por professor jose luiz às 11h38
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Em 6 pontos: A descoberta que confirma teoria de Einstein e muda modo como vemos Universo


Transcrição site da BBC BRASIL
PARTE II

Como os cientistas detectaram essas ondas?

Os pesquisadores trabalhavam há anos para detectar as minúsculas distorções causadas quando as ondas gravitacionais passam pela Terra. Os detectores nos Estados Unidos – localizados no Ligo – e na Itália (conhecido como Virgo) são ambos formados por dois túneis idênticos em forma de L, de 3 km de largura.

 

Image copyrightReproducao

 

Nele, um feixe de laser é gerado e dividido em dois – uma metade é disparada em um túnel, e a outra entra pela segunda passagem.

Espelhos ao final dos dois túneis rebatem os feixes para lá e para cá muitas vezes, antes que se recombinem. Se uma onda passa pelo túnel, ela vai distorcer levemente seu entorno, mudando a longitude dos túneis em uma quantidade diminuta (apenas uma fração da largura de um átomo).

E a forma com que as ondas se movem pelo espaço significa que um túnel se estira e outro se encolhe, o que fará com que um raio laser viaje uma distância levemente maior, enquanto o outro fará uma viagem mais curta.

Como resultado, os raios divididos se recombinam de uma maneira diferente: as ondas de luz interferem entre si, em vez de se cancelarem. Essa observação direta abre uma nova janela para o cosmos, uma janela que não seria possível sem Einstein.

E qual a implicação disso?

Os objetos também emitem essas perturbações que acabaram de ser detectadas, mas a partir de agora os físicos poderão olhar os objetos com as ondas eletromagnéticas e escutá-los com as gravitacionais.

“Agora, o que se tem são sentidos diferentes e complementares, para estudar as mesmas fontes. E com isso, podemos extrair muito mais informações”, disse à BBC Mundo, Alicia Sintes, do departamento de física do Instituto de Estudos Espaciais da Catalunha, na Espanha, que participou do projeto.

“Não estamos falando de expandir um pouco mais o espectro eletromagnético, mas de um espectro totalmente novo.”

 


 

A especialista afirma as ondas eletromagnéticas dão informações do Universo quando ele tinha 300 mil anos de idade.

“Já com as ondas gravitacionais, pode-se ver as (ondas) que foram emitidas quando o Universo tinha apenas um segundo de idade.”

É isso que será possível estudar a partir de agora.

Outro impacto diz respeito aos buracos negros: nosso conhecimento sobre a existência deles é, na verdade, bastante indireto. A influência gravitacional nos buracos negros é tão grande que nem a luz escapa de sua força. Mas não podemos ver isso em telescópios, só pela luz da matéria sendo partida ou acelerada à medida que chega muito perto de um buraco negro.

Já as ondas gravitacionais são um sinal que vem desses objetos e carrega informações sobre eles. Nesse sentido, pode-se até dizer que a recente descoberta significa a primeira detecção direta dos buracos negros.

Qual o efeito causado por essas ondas na Terra?

Quando as ondas gravitacionais passam pela Terra, o tempo-espaço que nosso planeta ocupa deve se alternar entre se esticar e se comprimir.

Pense em um par de meias: quando você as puxa repetidas vezes, elas se alongam e ficam mais estreitas.

Os interferêmetros do Ligo, aparelhos usados para medir ângulos e distâncias aproveitando a interferência de ondas eletromagnéticas, vêm buscando esse estiramento e compressão por mais de uma década.

A expectativa era a de que ele detectaria distúrbios menores do que uma fração da largura de um próton, a partícula que compõe o núcleo de todos os átomos.

Qual pode ser o impacto dessa descoberta?

É fácil especular que as maiores revelações virão de áreas cujas dúvidas sequer foram levantadas. Sempre foi esse o caso quando novas técnicas de observação são descobertas.

Mas considere agora só a Teoria da Gravidade. Por mais brilhante que Einstein fosse, sabemos que suas ideias estão incompletas.

 

 

A teórica da Relatividade descreve o Universo muito bem em escalas amplas. Mas, para domínios menores, temos de recorrer a outras teorias.

Assim, não há uma quantificação da Teoria da Gravidade. Para chegarmos lá, temos de investigar lugares com gravidade extrema: os buracos negros.

É lá que rotas para explicações mais complexas podem ser encontradas, nos desvios que as ondas gravitacionais mostraram.

Essa detecção vai render o Prêmio Nobel para os cientistas?

É muitíssimo provável. Como sempre, o debate vai girar em torno dos envolvidos e seus lugares na cadeia de descobertas. Quem vai ser considerado o responsável pelas contribuições mais importantes para se chegar à detecção das ondas?

Mas uma coisa é certa: hoje as grandes descobertas para a ciência hoje estão atreladas a grandes máquinas. Além disso, sem a colaboração do Ligo com centenas de participantes – que trabalham em campos diferentes, usando tecnologias diferentes -, jamais chegaríamos a este momento.

Com reportagem de BBC Mundo e Jonathan Amos

 

Fonte: BBC BRASIL



Escrito por professor jose luiz às 11h33
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Refinada a medida da carga do anti-hidrogênio

 

Destaque em Física, semana de 21 de Janeiro de 2016

 

destaque 21012016Um dos grandes mistérios da natureza é o porquê de o Universo ser todo feito de matéria, mas não de antimatéria. Segundo os modelos cosmológicos, o Big Bang deveria ter produzido ambas, e as teorias físicas não sugerem de imediato nenhuma diferença discernível entre elas – exceto a inversão de carga que lhes é peculiar. Prótons têm carga positiva, antiprótons, carga negativa, elétrons, carga negativa, antielétrons (também conhecidos como pósitrons), carga positiva, e assim por diante.

Para tentar desvendar por que a matéria prevaleceu sobre a antimatéria, o grupo de pesquisadores do grupo ALPHA, no CERN, que conta com participação brasileira, vem realizando medidas cada vez mais precisas da carga elétrica de um átomo de anti-hidrogênio, ou seja, da combinação de um antipróton com um pósitron. O grupo apresentou resultados nessa linha há cerca de 1 ano e meio  (veja aqui) que foram agora refinados por um fator de 20.

A ideia é que uma assimetria pudesse explicar porque as partículas de matéria prevaleceram sobre as de antimatéria. No entanto, as novas medidas da carga elétrica total do anti-hidrogênio, 20 vezes mais precisas que as anteriores, indicam que ela é zero (assim como a do hidrogênio) pelo menos até a oitava casa decimal. Ou seja, compatível com o balanço perfeito entre as cargas do pósitron e do anti-próton , com resultante nula, como no hidrogênio. A neutralidade dos átomos e moléculas constituidos de matéria já está comprovada com erro menor do que 10 à potência (-21), uma precisão de mais de 10 casas decimais acima do anti-hidrogênio.

Outra consequência da nova medida da carga do anti-hidrogênio, eé que foi possível reduzir por um fator de 25 a chamada anomalia da carga do pósitron, que representa a diferença relativa entre a carga do pósitron e a carga do elétron (em módulo). O limite passa a ser de 1 parte por bilhão.

O grupo de 50 cientistas inclui três brasileiros: Cláudio Lenz Cesar, Daniel de Miranda Silveira e Rodrigo Lage Sacramento,  da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro). Os resultados foram publicados em 20 de janeiro na Nature.

 

Fonte: Texto extraido integralmente do portal SBF - Sociedade brasileira de física



Escrito por professor jose luiz às 20h31
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Por que é tão estranho ouvir nossa voz quando gravada?

Para muitos de nós, ouvir a própria voz em uma gravação ou filmagem é constrangedor. Parece que aquele som não é nada parecido com a voz que estamos acostumados a ouvir quando falamos. Sabe o que faz com que a nossa voz seja tão diferente daquela gravada? São as diferentes maneiras como o som é transmitido para o nosso ouvido interno.

A maioria dos sons alcança nossos ouvidos através de vibrações que chegam pelo ar. É o que acontece, por exemplo, quando ouvimos as vozes de outras pessoas, o barulho da chuva, uma música e a nossa própria voz gravada.

O som externo chega à orelha, passa pelo canal auditivo e chega até a membrana timpânica (uma fina camada que separa o ouvido externo do ouvido médio). Ao receber o som, a membrana vibra e movimenta os menores ossos do corpo humano: o martelo, a bigorna e o estribo, localizados no ouvido.

Esses pequenos ossos transmitem o som até a porção mais interna do ouvido, chamada cóclea, onde existem células que, quando estimuladas pelo som, liberam impulsos nervosos que são transmitidos para o cérebro através do nervo auditivo.

No entanto, o ouvido interno não é estimulado apenas por ondas de som externo. Ele também capta as vibrações que acontecem dentro do próprio corpo. E é a combinação desses dois tipos de captação (ar e ossos) que faz com que o som que você ouve quando fala seja diferente daquele gravado.

Quando falamos, as vibrações das cordas vocais ressoam na garganta e na boca e são transmitidas ao ouvido interno pelos ossos da cabeça. Por sua vez, o ouvido interno vai transformá-las em impulsos elétricos e enviá-las para o cérebro, como em qualquer outro som.

No entanto, a acústica do crânio reduzirá a frequência dessas vibrações ao longo do caminho e adicionará tons mais graves a elas, o que não é possível de ser feito com os sons vindos do ar.

O resultado é uma voz mais limpa e mais suave que a gravada (e bem menos aguda).

Resumindo, quando você ouve sua voz gravada, está a ouvindo a versão que contém apenas as vibrações que viajam pelo ar. Quando você fala, o som é uma combinação de vibração do ar e dos ossos.

Mas, afinal, as pessoas ouvem minha voz como ela é na gravação ou como eu a ouço?

Como a maioria dos sons viaja pelo ar, a voz gravada é a que mais se assemelha com a voz que outras pessoas ouvem quando falamos. Por isso, é melhor se acostumar...

Por que as vozes são diferentes?

A voz é uma característica tão exclusiva, que até gêmeos idênticos possuem vozes diferentes.

Inúmeros fatores determinam essa variação, entre eles o comprimento e espessura das pregas vocais (ou cordas vocais) e as diferenças anatômicas da garganta.

As cordas vocais das mulheres crescem menos que as dos homens, daí a frequência da voz feminina ser mais aguda, por exemplo. Além das cordas vocais, alterações hormonais, principalmente na adolescência, também influenciam no tipo de voz.

A voz que você chegar à vida adulta será, provavelmente, a que te acompanhará por boa parte da vida. No entanto, com o envelhecimento, ela tende a mudar, porque, depois de uma vida toda de conversa, as cordas vocais e o tecido que a reveste começam a enfraquecer e as membranas ficam mais finas e secas.

Fonte: Alexandre Enoki, otorrinolaringologista do Hospital Paulista e The Washington Post - Portal UOL



Escrito por professor jose luiz às 10h43
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Reflexões sobre a luz  

  

 

O autor Adilson de Oliveira toma como mote o Ano Internacional da Luz (2015) e discute a natureza deste fenômeno em sua coluna de setembro.



Luz: uma onda eletromagnética que se propaga pelo espaço ou um feixe de partículas que interage conosco? O brilho de uma estrela que viaja durante milhares de anos para chegar até nós ou apenas um lampejo no céu? Uma sensação agradável sobre nossos corpos quando estamos com frio ou algo que pode incinerar uma floresta? Aquilo que dissipa as trevas e a escuridão para iluminar as nossas mentes e percebermos a verdadeira natureza do mundo à nossa volta?

Som: uma onda mecânica se propagando pelo ar? O estrondo de um trovão? O cantar de um pássaro? O choro de uma criança? O barulho da chuva batendo no telhado em uma noite fria? A música produzida pela mente do artista e executada em um piano com agradável harmonia?

A luz, fundamental para a vida, é investigada e utilizada por praticamente todos os ramos da ciência. Afinal, é pela luz que tomamos contato com o mundo ao nosso redor, e a interação da luz com a matéria e com os seres vivos provoca transformações profundas. Investigamos a luz que vem de galáxias distantes, a bilhões de anos-luz, como também usamos luzes especiais para investigar as estruturas menores de uma célula e os detalhes fundamentais de átomos e moléculas. 

O som, por sua vez, é fundamental para que possamos expressar os nossos sentimentos e ideias, e também pode ser usado para detectar terremotos ou produzir imagens do interior do corpo humano.

Embora nossos olhos possam perceber apenas uma pequena parte da essência da luz, conseguimos observar belezas espetaculares, como o mar, as montanhas e um pôr do sol. Nossos ouvidos apenas podem captar uma pequena parcela dos sons existentes, mas, mesmo assim, a música, em particular, pode inspirar profundas reflexões.

Qual é a verdadeira natureza da luz e do som? Por que esses dois entes permitem que nos comuniquemos e percebamos o mundo à nossa volta? Haveria outra maneira de percebemos as coisas?


A natureza da luz  

Classificamos como luz visível uma pequena parte do chamado espectro eletromagnético, que corresponde às radiações com frequências entre 400 a 750 THz (um tera hertz equivale a 1.000.000.000.000 hertz) ou comprimento de onda entre 700 a 400 nanômetros (um nanômetro equivale a um milionésimo do milímetro). Acima e abaixo desses comprimentos de onda, temos a parte do espectro que chamamos de infravermelho (que percebemos por meio do tato, por exemplo, na forma de calor) e o ultravioleta (que é nocivo à nossa pele, devido à sua alta energia).

A natureza da luz está associada à interação eletromagnética. No final do século 19, o físico escocês James Maxwell mostrou que os campos elétricos e magnéticos, tratados como entes distintos, eram, na verdade, manifestação de uma mesma interação, a eletromagnética. Essa conclusão leva a muitas questões interessantes. Vejamos. 

James Clerk Maxwell
James Clerk Maxwell (1831-1879). (foto: Domínio público)

Os campos elétricos são responsáveis por vários fenômenos que temos no nosso dia a dia, como as correntes que alimentam o funcionamento dos aparelhos elétricos. Os campos magnéticos, por sua vez, são produzidos por materiais chamados ferromagnéticos (como é o caso do ferro), mas podem também surgir a partir de correntes elétricas, como nas máquinas de ressonância magnética que geram altos campos magnéticos para realizar imagens dos nossos órgãos internos. E campos magnéticos que variam com o tempo também produzem correntes elétricas – é o caso dos geradores elétricos. 

Mas o grande resultado do trabalho de Maxwell foi mostrar que a própria luz é decorrente da combinação de campos elétricos e magnéticos que oscilam no espaço, propagando-se como uma onda eletromagnética. Essa noção revolucionou a física de sua época, pois, até então, acreditava-se que a luz se comportava como uma onda, ou seja, espalhava-se em objetos da mesma forma que uma onda sob a superfície de um lago se espalha sobre objetos na sua superfície.


Einstein e a luz

 

Já no início do século 20, a luz ganhou nova interpretação. Em 1905, Albert Einstein publicou um artigo que propunha descrever a luz como se fosse um pacote de pequenas partículas de energia, mais tarde denominadas fótons. O físico alemão mostrou que essa descrição permitia explicar o efeito fotoelétrico – fenômeno descoberto alguns anos antes, no qual, ao incidir luz sobre alguns materiais, surgia uma corrente elétrica.

Einstein mostrou que, se a luz fosse considerada um feixe de partículas, essas partículas seriam absorvidas pelos elétrons para ganhar energia e se movimentar. Sua explicação concordava com resultados experimentais, nos quais se observava que o fenômeno apenas acontecia para uma determinada faixa de frequência da luz – abaixo dela, não ocorria.

Em 1905, Albert Einstein publicou um artigo que propunha descrever a luz como se fosse um pacote de pequenas partículas de energia, mais tarde denominadas fótons

Maxwell já previa que a luz se propagaria com velocidades determinadas em cada meio. No caso do vácuo, seria de aproximadamente 300 mil km/s. No entanto, naquela época, acreditava-se que deveria existir um meio para que a luz se propagasse – o éter. Inúmeros experimentos tentaram medir a velocidade da luz em relação a esse suposto meio, sem sucesso. A solução veio também de Einstein: ainda em 1905, para conciliar Maxwell e as equações da mecânica newtoniana, ele propôs que a velocidade da luz no vácuo seria a mesma para todos os observadores. Esse foi um dos princípios fundamentais da teoria da relatividade, que revolucionou toda a física.

Hoje, sabemos que a luz pode se comportar tanto como onda quanto como partícula, a depender do fenômeno que estamos observando. Essa dualidade de comportamento é um dos pilares da física quântica, que nos mostra que não somente a luz, mas também prótons, elétrons e neutrons, entre outros, também apresentam comportamento ora como onda, ora como partícula – um conceito estranho aos olhares menos familiarizados com a física.

A natureza da luz é uma das questões complexas da ciência que temos a oportunidade de divulgar e popularizar em 2015, o Ano Internacional da Luz. Uma oportunidade iluminada!

(Parte deste texto foi lida na abertura da 67a. reunião anual da SBPC, que aconteceu em julho de 2015 em São Carlos, SP.)

Adilson de Oliveira
Departamento de Física
Universidade Federal de São Carlos


Texto transcrito da revista Ciência Hoje, Publicado em 18/09/2015 | Atualizado em 18/09/2015



Escrito por professor jose luiz às 18h01
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Como funcionam os carregadores sem fio para celulares?

Nikola Tesla (1856 - 1943) (biografia) desenvolveu a teoria de que era possível transmitir a energia sem a necessidade de fios. Mesmo naquela época, o famoso inventor conseguiu criar dispositivos capazes de transformar sua ideia em realidade para serem usados em pesquisas acadêmicas; uma área a que essa tecnologia ficou restrita por muitos anos.

Claro que logo vem a pergunta: por que uma ideia tão antiga (e tão útil) demorou tanto tempo para aparecer no mercado, ficando presa à área de estudos científicos.

A razão para isso é o mesmo que acontece com boa parte das tecnologias revolucionárias: o método utilizado para transmitir a energia “pelo ar” é extremamente caro, vindo a se tornar economicamente viável apenas recentemente.

Como funciona

O segredo por trás do sistema dos carregadores sem fio é um fenômeno da física chamado indução, que transforma uma corrente elétrica (no caso, aquela que sai de nossa tomada) em um campo magnético. Sim, o funcionamento é semelhante ao que é utilizado para transmitir informações para rádios, celulares, TVs e até redes sem fio – com a diferença de enviar energia, no lugar de dados.

Porém, não basta apenas deixar seu aparelho em contato com o campo magnético para que ele comece a ser carregado.

Indutor (bobina)

Embora pareça simples para nós, as bases que fazem esse mecanismo funcionar são um pouco mais complexas. A tecnologia se baseia nos princípios da Transmissão de

Energia Indutiva, que são representados abaixo:

Diagrama.

“Uma bobina transmissora é posicionada na base (L1), a bobina receptora (L2) fica situada no topo e essas bobinas são incorporadas em diferentes

dispositivos elétricos. A L1 seria a base de carregamento sem fio do celular.

Uma corrente alternada ( essa que fornecida para nossas casas) na bobina transmissora gera um campo magnético, que inclui uma voltagem na bobina

receptora. Essa voltagem é, então, usada para carregar o celular.”

Evidentemente que para essa transmissão de energia ocorra, tanto a fonte de energia quanto o receptor devem possuir um indutor, que faz com que ambos os aparelhos “vibrem” na mesma frequência, sendo que de maneira simples, quanto mais perto do celular está da fonte de energia, maior é a velocidade de transmissão. Para quem quer valores mais específicos, a variação da transferência de eletricidade é proporcional ao quadrado da distância que separa o carregador do aparelho.

Fontes: Gizmodo Brasil, Tecnomundo

 



Escrito por professor jose luiz às 19h15
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Os eclipses de 2015


ECLIPSES SOLARES

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Foto tirada na Turquia do Eclipse Solar de 2006, o último visível no Brasil


Ocorrem quando quando Sol, Terra e Lua se alinham. Quando a Lua fica entre os dois corpos, temos o eclipse solar. Vale lembrar que, como o plano da órbita da Lua está inclinado 5,2° em relação ao plano da órbita da Terra, os eclipses não ocorrem em toda Lua Nova, mas apenas naquelas que passam pelo ponto de cruzamento entre as duas órbitas.

Nos eclipses solares, uma parte da superfície da Terra é encoberta pela sombra projetada pela Lua e os observadores dessa área veem nosso satélite bloqueando totalmente ou parcialmente a luz do Sol.

Para nossa alegria tristeza, eclipses solares são raramente vistos no Brasil. “Houve um visível no nordeste em 2006 e só haverá outro em 2045”, aponta o professor do Departamento de astronomia do IAG/USP Roberto Costa. Como a sombra da Lua projetada na Terra é muito pequena, poucos lugares são cobertos. Em 2015, teremos dois eclipses solares:

 

* 20 de março

De onde poderá ser visto: O Eclipse será visível na região do círculo polar Ártico (polo Norte) e em partes da Noruega e da Dinamarca de maneira total, isto é, quando parece que a Lua encobre totalmente o Sol. De forma parcial, será visível no norte da África e da Àsia, Europa (Atlântico Norte) e Groenlândia

 

* 13 de setembro

De onde poderá ser visto: Grande parte da região Antártica, sul do Oceano Índico e Atlântico Sul. De forma parcial, poderá ser observado do sul do continente africano (África do Sul, Moçambique e Zâmbia)

 

ECLIPSES LUNARES

Quando é a Terra que fica entre o Sol e Lua, ocorrem os eclipses lunares, em que a Terra projeta uma sombra na Lua. Novamente, como os plano orbitais da Lua e da Terra estão inclinados entre si, os eclipses não ocorrem em toda Lua Cheia, mas apenas naquelas que passam pelo ponto de cruzamento entre as duas órbitas.

esquema

Nos eclipses lunares, a Terra projeta sua sombra na Lua, que pode ficar com uma coloração avermelhada na área da umbra ou durante a totalidade, quando a Lua está inteiramente imersa na sombra da Terra. O fenômeno pode ser observado a olho nu, desde que seja noite durante o eclipse, que dura pode durar até cerca de 4 horas, e a Lua esteja acima do horizonte.


04 de abril

De onde poderá ser visto: do Leste da Ásia, Oceania e Oeste dos Estados Unidos. No Brasil será visível apenas no Acre e no Oeste do Amazonas.

 

* 27 de setembro

Este é o grande evento do ano para os brasileiros, pois será visível de todo o país. Começa às 22:07, na fase parcial e no período de uma hora, a sombra da Terra será projetada na Lua e a encobrirá totalmente por volta das 23:11. Pelos próximos 72 minutos, a Lua ficará com uma coloração avermelhada, por conta da refração e dispersão da luz do Sol na atmosfera terrestre, que desvia apenas alguns comprimentos de onda – é o mesmo fenômeno que acontece durante o nascer e o pôr do sol.

De onde poderá ser visto: em todo Brasil, América do Sul, Central e do Norte, África, Europa e Ásia.


Fonte: Texto extraido da Revista Superinteressante (Por Iana Chan).


Para saber os principais fenômenos astronômicos que ocorrerão em 2015, acesse: http://super.abril.com.br/blogs/supernovas/2015/01/14/os-principais-fenomenos-astronomicos-que-voce-vera-em-2015/



Escrito por professor jose luiz às 19h27
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O ataque dos sóis canibais


Astrônomos americanos encontraram evidências de que algumas estrelas similares ao Sol escondem um terrível segredo: elas comeram seus planetas rochosos, como a Terra.

Parecia uma pacata estrela de tipo G, mas era uma canibal assassina de planetas terrestres

Parecia uma pacata estrela de tipo G, mas era uma canibal assassina de planetas terrestres

Parece uma história extraída diretamente da mitologia grega. Reza a lenda que Cronos, o líder dos titãs e ancestral dos deuses olímpicos, engolia seus filhos assim que nasciam para evitar que usurpassem seu poder. Enredo semelhante parece ter acontecido num sistema binário composto pelas estrelas HD 20781 e HD 20782.

Ambas do tipo G (anãs amarelas, como o Sol), elas giram em torno de um centro de gravidade comum, mas cada uma tem seus próprios planetas. A primeira, HD 20781, possui dois gigantes gasosos de tamanho comparável a Netuno em órbitas curtas (29 e 85 dias). Já a segunda, HD 20782, tem apenas um planeta conhecido — um gigante gasoso com duas vezes a massa de Júpiter, numa órbita muito achatada, com período de 592 dias.

Localizado a 117 anos-luz da Terra, esse é o primeiro sistema binário descoberto em que as duas estrelas têm seus próprios planetas, o que confere singularidade ao achado — e uma oportunidade para os cientistas compreenderem o processo de formação planetária.

QUANDO TUDO DÁ ERRADO

Imagina-se que o ponto de partida para o nascimento de planetas em qualquer sistema seja um disco de gás e poeira, que de início induziria órbitas aproximadamente circulares nos objetos formados ali. Contudo, em sistemas binários (compostos por duas estrelas), as interações gravitacionais podem bagunçar o coreto. O gigante gasoso com órbita bem achatada em torno de HD 20782 é uma dica forte de que foi isso que aconteceu por lá.

Quando um planeta gigante muda radicalmente de órbita, como aconteceu no caso em questão, mundos menores e rochosos (como Mercúrio, Vênus, Terra e Marte, no Sistema Solar) tendem a sofrer. Atraídos por um jogo gravitacional de cachorro grande, eles podem ser atirados em todas as direções — inclusive para dentro de suas estrelas-mães.

E a coisa não fica muito mais tranquila em torno de HD 20781, onde os dois planetas gigantes estão em órbitas menos ovais, mas muito próximas da estrela, o que é sinal de que eles migraram de fora para dentro do sistema (gigantes em tese só se formam bem mais longe do astro central). Mundos rochosos devem ter se estropiado nesse processo.

Claude Mack, da Universidade Vanderbilt, e seus colegas decidiram então verificar se seria possível encontrar na química dessas estrelas sinais de que planetas como a Terra foram engolidos por elas. Primeiro eles fizeram um modelo teórico que permitisse simular em computador quais seriam as mudanças químicas na superfície estelar uma vez que planetas rochosos fossem mergulhados nela. Em tese, o processo deveria enriquecer a estrela — majoritariamente feita de hidrogênio e hélio — com alguns elementos mais pesados.

Depois, o grupo passou a fazer observações da assinatura de luz (do espectro, para os íntimos) das duas estrelas, em busca desses sinais químicos de canibalismo planetário. A ideia de usar esse sistema em particular é o fato de que as duas estrelas podem servir como comparativo uma da outra. Sendo binárias, quase com certeza elas se formaram na mesma nebulosa — tinham portanto as mesmas composições originais aproximadas. Diferenças entre uma e outra, portanto, podiam indicar efeitos provocados após sua formação, como o consumo de planetas.

Pois bem. Os resultados dessa investigação foram publicados no último dia 7 no “Astrophysical Journal”. O veredito: HD 20781 parece ter engolido o equivalente a 20 vezes a massa da Terra em material rochoso. Já HD 20782 foi mais comedida, consumindo cerca de 10 vezes a massa terrestre em planetas rochosos.

APLICAÇÃO

Uma consequência interessante disso é que os astrônomos podem a partir de agora tentar usar o espectro das estrelas para identificar quais comeram e quais pouparam seus planetas rochosos. Naturalmente, é um procedimento que facilita a busca por mundos habitáveis (quiçá habitados).

Uma pesquisa semelhante é atualmente conduzida pelo astrônomo peruano Jorge Melendez, da USP, que busca encontrar uma correlação entre a composição estelar e a arquitetura típica dos sistemas planetários. A ideia é encontrar sinais facilmente observáveis em estrelas que indiquem o potencial para localizarmos outros conjuntos de planetas parecidos com os do Sol.

Ninguém esconde o fato de que o grande objetivo de todas essas pesquisas é entender quão comuns no Universo são os arranjos planetários que permitem a evolução da vida.

Fonte: Portal UOL - por SALVADOR NOGUEIRA

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 



Escrito por professor jose luiz às 19h16
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Miragem não é alucinação: A física explica...

 

Texto de Otaviano Helene, adaptado.

 

Uma das miragens mais exploradas nas histórias em quadrinhos é a de um sedento viajante, perdido no deserto, que vê um lago logo adiante. Mas, à medida que seaproxima do lago, ele vai se afastando ou simplesmente desaparece. Esse tipo de miragem é, talvez, a mais comum e provavelmente você já a tenha visto em estradas asfaltadas e em dias muito quentes e ensolarados: um veículo, ao longe, parecerá como que refletido no asfalto, como se houvesse uma poça de água na estrada.

Miragens não são alucinações e podemos fotografá-las (alucinações, claro, não podem ser fotografadas).

Miragens se formam porque o índice de refração do ar varia com sua densidade e a densidade varia com a temperatura: quando a pressão é constante, quanto mais quente o ar, menor sua densidade e menor, também, seu índice de refração. Assim, um feixe de luz que atravessar regiões com diferentes temperaturas e, portanto, com diferentes índices de refração, poderá não seguir uma linha reta.

Em um dia ensolarado, o ar próximo ao asfalto quente estará mais rarefeito e, portanto, terá um índice
de refração menor que o do ar mais afastado, mais frio. Um feixe de luz que se dirige ao solo passará de camadas de ar mais frias para camadas cada vez mais quentes.

Basta lembrar da lei de Snell para concluir que o raio de luz se curvará na direção do meio de maior índice de refração, no caso o ar mais frio. Essa trajetória curva na direção do ar mais frio continuará durante todo o percurso do raio de luz. Esse efeito é ilustrado pela linha verde contínua da figura, para um raio de luz que segue a direção da flecha. 

Qual será nossa interpretação ao recebermos a luz que viajou pela linha curva da figura? Sempre que vemos alguma coisa, supomos que a luz tenha caminhado por uma direção reta, sem curvas.

Nosso cérebro está tão acostumado com essa interpretação que atribuirá àquela luz o percurso retilíneo indicado pela linha pontilhada, diferente daquele que ela realmente fez. Portanto, pensamos que a luz veio de um objeto que está abaixo do nível do chão.

Assim, se olhamos para a frente, vemos a árvore; se olhamos para o chão, vemos também a árvore, mas de ponta-cabeça. A combinação disso, em nosso cérebro, dá a impressão de que a imagem da árvore foi refletida no chão, como se houvesse uma poça de água. 

A figura ilustrativa não está na proporção real: para que uma miragem como essa seja formada é necessário que o objeto esteja bem distante, várias centenas de metros adiante. A imagem formada também não é tão nítida como a figura pode sugerir, pois o ar não está parado, tanto pelo vento quanto pela convecção. Assim, a imagem adquire uma aparência instável, trêmula, simulando ainda melhor o que ocorreria se houvesse, de fato, uma poça de água.

Miragens como essa são formadas quando a temperatura do ar varia de vários graus célsius por metro, o que só ocorre em dias bem ensolarados e com solo seco, que possa se aquecer muito.

Quando a variação de temperatura é menor que 5oC por metro, é muito difícil se formar uma miragem.

Essa miragem é a mais comum em países como o nosso, frequentemente vista nas longas retas das estradas em dias ensolarados, e são chamadas de miragens inferiores, pois são vistas abaixo da posição do objeto. Mas existem muitas outras miragens.

Uma delas é a miragem superior, em que um objeto escondido pela curvatura da Terra, por estar além da linha do horizonte, pode ser visto acima dele.

Miragens superiores, são formadas quando o ar próximo ao solo está mais frio que o ar nas regiões mais elevadas. Nesse caso, um raio de luz, como na miragem inferior, segue por um caminho curvo voltado para a região de maior índice de refração, portanto do ar mais frio, aquele que está mais próximo do solo.

Você encontrará na Internet muitas fotografias e figuras ilustrativas de miragens de vários tipos, algumas delas bastante raras. 

Miragens superiores são mais raras porque normalmente a temperatura do ar na troposfera é tão menor quanto maior a altitude: usualmente, há uma redução de cerca de 1oC para cada cerca de 150 metros de ascensão. Entretanto, em certas condições, pode haver uma mudança dessa regra, chamada de inversão térmica, e a temperatura aumenta com a altitude.

 

Miragens superiores ocorrem apenas em regiões muito frias, mais próximas dos polos. Essas miragens talvez estejam na origem das lendas náuticas dos navios voadores e de muitos óvnis criados, por exemplo, por luzes escondidas além do horizonte.
Fonte: Scientific American Brasil


Escrito por professor jose luiz às 13h44
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Foi descoberto um planeta similar à Terra.

Veja detalhes

L.Calçada/EFE



Escrito por professor jose luiz às 19h41
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Paraquedista rompe a barreira do som em queda livre ao saltar da estratosfera

O austríaco Felix Baumgartner se tornou neste domingo (14) o primeiro humano a quebrar a barreira do som em queda livre, em um salto realizado a partir da estratosfera.

No que se tornou o mais veloz evento desse tipo, o paraquedista atingiu o máximo de 1.342 km/h nos 4 minutos e 20 segundos antes da abertura do paraquedas.

A confirmação do recorde foi feita por Brian Utley, da Federação Internacional dos Esportes Aéreos, pouco após o histórico salto.

Baumgartner, 43, saltou de aproximadamente 39 quilômetros de altura e aterrissou em segurança no deserto do Novo México, nos EUA.

A velocidade do som depende da temperatura e do ar. Para quebrá-la na altitude do salto, o austríaco precisava superar 1.110 km/h.

Mais de 8 milhões de pessoas acompanharam a aventura ao vivo pelo YouTube e redes de televisão transmitiram o momento da chegada.

Nas redes sociais, o paraquedista foi amplamente chamado de "herói". A Red Bull, que patrocinou a empreitada, criou um site para acompanhar todos os detalhes (www.redbullstratos.com).

A empresa montou uma verdadeira operação midiática em torno do salto. Ao todo, o evento foi monitorado por 35 câmeras, espalhadas pelo balão, no solo e até no equipamento usado em pleno voo.

Devido à altitude e à baixa pressão, Baumgartner poderia ter diversas complicações de saúde, incluindo a evaporação de seu sangue e uma severa hipotermia.

"O momento mais emocionando foi quando estava na borda, prestes a saltar", disse o paraquedista em entrevista coletiva após a chegada.

Para driblar os contratempos, ele usou uma roupa especial --que alguns dizem ser mais avançada do que a dos astronautas da Nasa.

A aventura protagonizada pelo austríaco estabeleceu vários novos recordes. Foi o salto mais alto já registrado, quebrando a marca anterior que durava mais de 50 anos.

O salto do austríaco foi realizado a uma altura mais de dez vezes maior que os 3.600 metros de altitude média dos saltos convencionais.

Para conseguir pular dessa altura, Baumgartner saltou de um cápsula, carregada por um balão de hélio. Foi também o voo tripulado mais alto desse aparato.

ESTRATOSFÉRICO

A estratosfera é a segunda camada da atmosfera, e sua posição varia em geral até 50 km de altura. Saltos de paraquedas nesta altitude podem ser fatais se não houver o equipamento e a proteção adequadas.

Baumgartner, que é balonista, piloto de helicóptero e paraquedista profissional, treinou por cinco anos para se preparar para a missão.

Antes do salto de ontem, ele realizou outros mais baixos, mas também estratosféricos, para preparar seu corpo: 29,6 km em julho e 21,8 km em março.

O salto para valer deveria ter acontecido na última terça-feira, mas ventos fortes impediram a tentativa.

Coincidentemente, o salto acabou acontecendo no aniversário de 65 anos do voo do americano Chuck Yeager, o primeiro homem a quebrar a barreira do som em um avião.

Com informações da Associated Press

 

Transcrição na integra da folha de São Paulo

 

Camadas da Atmosfera

 

as camadas da atmosfera

 

  • Troposfera

É a camada da atmosfera em que vivemos e respiramos. Ela vai do nível do mar até 12 km de altura. É nesta camada que ocorrem os fenômenos climáticos (chuvas, formação de nuvens, relâmpagos). É também na troposfera que ocorre a poluição do ar. Os aviões de transporte de cargas e passageiros voam nesta camada.
As temperaturas nesta camada podem variar de 40°C até –60°C. Quanto maior a altitude menor a temperatura.

  • Estratosfera

Esta camada ocupa uma faixa que vai do fim da troposfera (12 km de altura) até 50 km acima do solo. As temperaturas variam de –5°C a –70°C. Na estratosfera localiza-se a camada de ozônio, que funciona como uma espécie de filtro natural do planeta Terra, protegendo-a dos raios ultravioletas do Sol. Aviões supersônicos e balões de medição climática podem atingir esta camada.

  • Mesosfera

Esta camada tem início no final da estratosfera e vai até 80 km acima do solo. A temperatura na mesosfera varia entre –10°C até –100°C . A temperatura é extremamente fria, pois não há gases ou nuvens capazes de absorver a energia solar. Nesta camada ocorre o fenômeno da aeroluminescência.

  • Termosfera

Tem início no final da mesosfera e vai até 500 km do solo. É a camada atmosférica mais extensa. É uma camada que atinge altas temperaturas, pois nela há oxigênio atômico, gás que absorve a energia solar em grande quantidade. As temperaturas na termosfera podem atingir os 1.000°C. 

  • Exosfera

É a camada que antecede o espaço sideral. Vai do final da termosfera até 800 km do solo. Nesta camada as partículas se desprendem da gravidade do planeta Terra. As temperaturas podem atingir 1.000°C. É formada basicamente por metade de gás hélio e metade de hidrogênio.
Na exosfera ocorre o fenômeno da aurora boreal e também permanecem os satélites de transmissão de informações e também telescópios espaciais.

Fonte: www.suapesquisa.com



Escrito por professor jose luiz às 22h16
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Supercâmera sai em busca de sinais da energia escura

Projeto internacional com participação brasileira começa a vasculhar os céus em busca de sinais que ajudem a esclarecer o mistério da aceleração da expansão do Universo



Imagine uma coisa que representa mais de 70% de tudo que existe e, no entanto, ninguém sabe direito o que é. Esse é o tamanho do desafio enfrentado pela Dark Energy Survey, colaboração internacional que inclui o Brasil e que atingiu um marco importante no último dia 12. A supercâmera telescópica desenvolvida para o projeto captou suas primeiras imagens.

Instalada no Telescópio Blanco, localizado em Cerro Tololo (Chile) e operado pelo NOAO (National Optical Astronomy Observatory), dos Estados Unidos, a câmera tem uma resolução de nada menos que 570 megapixels. É cerca de 50 vezes mais poderosa que uma boa máquina fotográfica digital doméstica. Ao longo dos próximos cinco anos, a Dark Energy Camera – que hoje é a mais poderosa do mundo – fará imagens coloridas detalhadas que cobrirão cerca de um oitavo do céu noturno. Estima-se que serão descobertos 300 milhões de galáxias, 100 mil aglomerados galácticos e 4.000 supernovas.

No total, o projeto custou cerca de US$ 40 milhões. Além dos Estados Unidos, que lideram a iniciativa, também participam Reino Unido, Espanha, Brasil, Alemanha e Suíça. A contribuição nacional custou cerca de US$ 300 mil em dinheiro e outros US$ 600 mil em infraestrutura computacional para a análise dos dados em solo brasileiro.

Antigravidade

A energia escura tem natureza hoje desconhecida. Há hipóteses para explicá-la, mas tudo que foi possível determinar com certeza é que ela age como se fosse uma espécie de antigravidade, distanciando as galáxias umas das outras. Resultado: graças a ela, a expansão do Universo está se acelerando.

A descoberta do fenômeno foi confirmada em 1998, quando o estudo da luz vinda de supernovas distantes – no caso, estrelas que atingem massa crítica e explodem violentamente – sugeriu que elas eram mais fracas que o esperado. A única explicação possível era que o Universo estava se expandindo mais lentamente no passado remoto, bilhões de anos atrás, do que no presente.

A Dark Energy Survey dará sequência ao estudo de supernovas, mas também fará medidas adicionais, investigando aglomerados de galáxias, efeitos de lentes gravitacionais (quando a luz de objetos distantes é curvada ao passar perto de outros astros com muita massa) e a estrutura em grande escala do Universo.

A ideia é juntar todos esses elementos de forma que eles se ajudem uns aos outros a tornar cada vez mais precisos os cálculos dos efeitos da energia escura sobre os padrões vistos no cosmos. E é a primeira vez que um único instrumento permitirá a avaliação conjunta desses quatro fatores.

"A combinação dos observáveis permite maior precisão na medida dos parâmetros dos modelos", diz Martín Makler, físico do CBPF que teve a ideia de inserir o Brasil no projeto, que hoje tem como coordenador nacional Luiz Alberto Nicolaci da Costa, astrônomo do Observatório Nacional. "Ou seja, dá maior poder de distinção entre diferentes explicações para a expansão acelerada e permite obter com mais precisão os números que descrevem os modelos."

Makler também destaca que a junção de várias observações permite reduzir os enganos. "A combinação permite controlar os erros sistemáticos, ou seja, os efeitos que não são levados em conta nas análises, eventuais falhas no tratamento de dados etc."

Fonte: SBF - Sociedade Brasileira de Física

http://www.facebook.com/sbfisica



Escrito por professor jose luiz às 20h02
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Ônibus espacial da Nasa faz últimos voos antes de se aposentar

Por que ônibus espacial? O ônibus espacial ou 'space shuttle' foi assim batizado por ter a capacidade de ir e voltar do espaco cósmico, podendo ser reutilizado.

O ônibus espacial Endeavour da Nasa decolou no topo de um Boeing 747 na manhã desta quarta-feira para uma de suas últimas viagens. Saindo do Centro Espacial Kennedy, na Flórida, a jornada marcou o início do encerramento das atividades do programa de ônibus espacial da agência americana.

Fontes: Portais BOL e TERRA



Escrito por professor jose luiz às 11h31
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Sem estresse!

Asteroide 'perigoso' vai passar perto da Terra na madrugada desta sexta-feira, 14 de setembro

Reprodução

Linha pontilhada mostra trajeto do 2012 QG42, asteroide que vai passar perto da Terra na madrugada desta sexta-feira (14)

 

Linha pontilhada mostra trajeto do 2012 QG42, asteroide que vai passar perto da Terra na madrugada desta sexta-feira (14)

Um asteroide "perigoso" e com mais de 200 metros de diâmetro vai passar próximo à Terra na madrugada de quinta para sexta-feira. Sua maior aproximação com o planeta acontecerá às 2h10 desta sexta-feira (14), quando o 2012 QG42 ficará a 2,8 milhões de quilômetros da gente – distância que corresponde a 7,5 vezes o percurso até a Lua, considerada pequena para o espaço.

Todas as rochas acima de 100 metros de diâmetro e que estão a uma distância de até dez vezes o trajeto entre a Terra e a Lua (384.401 quilômetros) possuem mais chances de atingir o nosso planeta. Portanto, assim como o 2012 QG42, elas são batizadas de Asteroide Potencialmente Perigoso (PHA, na sigla em inglês). 

Segundo os astrônomos, ninguém precisa se preocupar ainda, pois nenhum dos asteroides classificados com este termo está em rota de colisão com a Terra. O 2012 QG42 corre em direção ao Sol, por exemplo.

Descoberto no mês passado pelo programa de monitoramento Catalina Sky Survey, nos Estados Unidos, o asteroide tem entre 200 e 500 metros de diâmetro e magnitude de 13,6, com brilho comparado a de um planeta.

Fonte: UOL

 



Escrito por professor jose luiz às 18h08
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