Blog do professor jose luiz


Como funcionam os carregadores sem fio para celulares?

Nikola Tesla (1856 - 1943) (biografia) desenvolveu a teoria de que era possível transmitir a energia sem a necessidade de fios. Mesmo naquela época, o famoso inventor conseguiu criar dispositivos capazes de transformar sua ideia em realidade para serem usados em pesquisas acadêmicas; uma área a que essa tecnologia ficou restrita por muitos anos.

Claro que logo vem a pergunta: por que uma ideia tão antiga (e tão útil) demorou tanto tempo para aparecer no mercado, ficando presa à área de estudos científicos.

A razão para isso é o mesmo que acontece com boa parte das tecnologias revolucionárias: o método utilizado para transmitir a energia “pelo ar” é extremamente caro, vindo a se tornar economicamente viável apenas recentemente.

Como funciona

O segredo por trás do sistema dos carregadores sem fio é um fenômeno da física chamado indução, que transforma uma corrente elétrica (no caso, aquela que sai de nossa tomada) em um campo magnético. Sim, o funcionamento é semelhante ao que é utilizado para transmitir informações para rádios, celulares, TVs e até redes sem fio – com a diferença de enviar energia, no lugar de dados.

Porém, não basta apenas deixar seu aparelho em contato com o campo magnético para que ele comece a ser carregado.

Indutor (bobina)

Embora pareça simples para nós, as bases que fazem esse mecanismo funcionar são um pouco mais complexas. A tecnologia se baseia nos princípios da Transmissão de

Energia Indutiva, que são representados abaixo:

Diagrama.

“Uma bobina transmissora é posicionada na base (L1), a bobina receptora (L2) fica situada no topo e essas bobinas são incorporadas em diferentes

dispositivos elétricos. A L1 seria a base de carregamento sem fio do celular.

Uma corrente alternada ( essa que fornecida para nossas casas) na bobina transmissora gera um campo magnético, que inclui uma voltagem na bobina

receptora. Essa voltagem é, então, usada para carregar o celular.”

Evidentemente que para essa transmissão de energia ocorra, tanto a fonte de energia quanto o receptor devem possuir um indutor, que faz com que ambos os aparelhos “vibrem” na mesma frequência, sendo que de maneira simples, quanto mais perto do celular está da fonte de energia, maior é a velocidade de transmissão. Para quem quer valores mais específicos, a variação da transferência de eletricidade é proporcional ao quadrado da distância que separa o carregador do aparelho.

Fontes: Gizmodo Brasil, Tecnomundo

 



Escrito por professor jose luiz às 19h15
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Os eclipses de 2015


ECLIPSES SOLARES

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Foto tirada na Turquia do Eclipse Solar de 2006, o último visível no Brasil


Ocorrem quando quando Sol, Terra e Lua se alinham. Quando a Lua fica entre os dois corpos, temos o eclipse solar. Vale lembrar que, como o plano da órbita da Lua está inclinado 5,2° em relação ao plano da órbita da Terra, os eclipses não ocorrem em toda Lua Nova, mas apenas naquelas que passam pelo ponto de cruzamento entre as duas órbitas.

Nos eclipses solares, uma parte da superfície da Terra é encoberta pela sombra projetada pela Lua e os observadores dessa área veem nosso satélite bloqueando totalmente ou parcialmente a luz do Sol.

Para nossa alegria tristeza, eclipses solares são raramente vistos no Brasil. “Houve um visível no nordeste em 2006 e só haverá outro em 2045”, aponta o professor do Departamento de astronomia do IAG/USP Roberto Costa. Como a sombra da Lua projetada na Terra é muito pequena, poucos lugares são cobertos. Em 2015, teremos dois eclipses solares:

 

* 20 de março

De onde poderá ser visto: O Eclipse será visível na região do círculo polar Ártico (polo Norte) e em partes da Noruega e da Dinamarca de maneira total, isto é, quando parece que a Lua encobre totalmente o Sol. De forma parcial, será visível no norte da África e da Àsia, Europa (Atlântico Norte) e Groenlândia

 

* 13 de setembro

De onde poderá ser visto: Grande parte da região Antártica, sul do Oceano Índico e Atlântico Sul. De forma parcial, poderá ser observado do sul do continente africano (África do Sul, Moçambique e Zâmbia)

 

ECLIPSES LUNARES

Quando é a Terra que fica entre o Sol e Lua, ocorrem os eclipses lunares, em que a Terra projeta uma sombra na Lua. Novamente, como os plano orbitais da Lua e da Terra estão inclinados entre si, os eclipses não ocorrem em toda Lua Cheia, mas apenas naquelas que passam pelo ponto de cruzamento entre as duas órbitas.

esquema

Nos eclipses lunares, a Terra projeta sua sombra na Lua, que pode ficar com uma coloração avermelhada na área da umbra ou durante a totalidade, quando a Lua está inteiramente imersa na sombra da Terra. O fenômeno pode ser observado a olho nu, desde que seja noite durante o eclipse, que dura pode durar até cerca de 4 horas, e a Lua esteja acima do horizonte.


04 de abril

De onde poderá ser visto: do Leste da Ásia, Oceania e Oeste dos Estados Unidos. No Brasil será visível apenas no Acre e no Oeste do Amazonas.

 

* 27 de setembro

Este é o grande evento do ano para os brasileiros, pois será visível de todo o país. Começa às 22:07, na fase parcial e no período de uma hora, a sombra da Terra será projetada na Lua e a encobrirá totalmente por volta das 23:11. Pelos próximos 72 minutos, a Lua ficará com uma coloração avermelhada, por conta da refração e dispersão da luz do Sol na atmosfera terrestre, que desvia apenas alguns comprimentos de onda – é o mesmo fenômeno que acontece durante o nascer e o pôr do sol.

De onde poderá ser visto: em todo Brasil, América do Sul, Central e do Norte, África, Europa e Ásia.


Fonte: Texto extraido da Revista Superinteressante (Por Iana Chan).


Para saber os principais fenômenos astronômicos que ocorrerão em 2015, acesse: http://super.abril.com.br/blogs/supernovas/2015/01/14/os-principais-fenomenos-astronomicos-que-voce-vera-em-2015/



Escrito por professor jose luiz às 19h27
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